A prática tem que acontecer de forma consistente, bem ali onde a mente está ativa, bem ali junto de cada experiência de desejo, raiva ou alegria — a cada momento. Então sua meditação e o seu trabalho se unem — é uma espécie de casamento.Chagdud Tulku Rinpoche (Tibete, 1930 - Brasil, 2002)
Se você deseja resultados rápidos, não é suficiente meditar apenas uma ou duas horas por dia. Nunca pense: "Agora vou trabalhar; mais tarde vou meditar". Quem é que sabe se a sua vida vai durar tanto? É difícil adiarmos a visita do senhor da morte. Quando ele aparecer, não lhe dará ouvidos se você disser: "Sinto muito, mas tenho estado muito ocupado e agora preciso meditar. Dê-me só uma semana, um mês ou três anos".
Por meio da prática com devoção, desenvolvemos a capacidade de transformar as condições negativas em condições que nos sustentem. Chamamos a isso de "trazer as adversidades para o caminho", ou seja, não ser bloqueado, desviado ou avassalado por uma determinada coisa, mas ver naquilo uma oportunidade para a prática.
Então, todo o mundo fenomênico serve como um professor, ajudando-nos a desenvolver habilidades para lidar com a vida. Tudo o que acontece conosco se torna parte do caminho. As provações se transformam em oportunidades para a prática, porque nos forçam a cultivar a paciência. Uma única dor de cabeça pode purificar o que seriam centenas de anos de sofrimento em um dos reinos dos infernos. Isso não quer dizer que rejeitemos a felicidade; antes, regozijamo-nos com ela e dedicamos nosso mérito aos outros seres, rezando para que a felicidade deles seja duradoura.
"Portões da Prática Budista", V | 23
1 comentário(s):
Maravilha de texto!
E curiosamente, o mesmo me chegou em hora certa.
Até parece que foi escrito especialmente para
mim! Rsrsrsrs.
Obrigado pelas preciosidades.
Gasshô, LJ.
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