A rotação da morte e da vida se reflete no processo das estações. Quando chega o inverno, isso não significa que não há primavera. Na verdade, o inverno é como um sinal de que a primavera está chegando. Isso também vale para noite e dia. Morte e vida são então os dois lados de uma única moeda.
No budismo vajrayana, praticamos vida e morte como o caminho. O estágio do desenvolvimento purifica padrões habituais da vida; o estágio da consumação purifica padrões habituais da morte. Quando nossos padrões habituais são purificados, compreendemos que tanto a vida quanto a morte são como um sonho.
Neste momento, podemos perceber vida e morte como opostos e ter fé convicta de que são reais, mas na verdade são fabricações da mente. O Lankavatara Sutra diz: "Não há aparências externas existindo de maneira sólida, tudo é a exibição da sua mente". Em outras palavras, seu próprio corpo, todos os objetos que aparecem no ambiente ao seu redor, tudo que acontece e o próprio espaço -- tudo é a mente.
O Sutra Guirlanda de Flores diz: "A mente é um artista. Essa mente-artista produz agregados e universos. Tudo são desenhos da mente". Novamente, o Hevajra Tantra: "Sem a preciosa mente, não há nem seres nem budas".
Como Buda Shakyamuni ensinou, quando você compreende a verdadeira natureza da mente, ou rigpa, você compreende a verdadeira natureza de tudo, e aí você está além da vida e da morte.
Khenpo Tsewang Dongyal (Tibete, 1950 ~)
na introdução de "Light of Fearless Indestructible Wisdom"
Leia mais em:
- Sonho da vida
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